Home Data de criação : 07/11/03 Última atualização : 11/10/18 08:26 / 8 Artigos publicados

Mudei de Blog  escrito em sábado 05 janeiro 2008 21:31

Blog de ramoncloud :Espermas em meu cérebro..., Mudei de Blog

Agora eu estou no Blogger com o meu novo blog, Primeira Pessoa...

 

www.rmulin.blogspot.com 

 

 

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A Ópera dos Contrastes  escrito em domingo 09 dezembro 2007 14:40


Para ler a poesia abaixo, ouça a música acima [trilha sonora : Cradle of Filth_-_A Gothic Romance].

obs: Algumas imagens extraídas do blog "Incertezas".

 

Atenção: todos estes textos abaixo, são apenas uma poesia [A ópera dos contrastes], ela é apenas dividida em duas partes, e contém quatorze capítulos 


 

 

 Parte 1

[Prólogo] 

 

 

 

O Erro

 

Meu erro foi ter ceifado tua alma.

Alma indigente aos sábios.

Da cor negra,

Teu diário contraste [contraste diário].

O contraste do pecado,

Contraste que aos poucos,

Compõe a minha ópera.

 

 

Tom Vermelho

 

Teu sangue se transforma.

Meu vinho se transforma.

Sangue e Vinho,

Gêmeos contrastes.

Minha ópera está completa.

Como o timbre de uma arpa,

O som se desfaz.

E a ópera encontra seu fim.

 

 

 

Ficou Claro

 

Estava escuro.

Estava Negro.

Eu estava no sussurro.

O tempo me contou um segredo,

Minha ópera foi sussurrada.

Você me enganou [traição].

Agora está claro. 

 

 

 

De Preto e Branco

 

E o tempo me ensinou:

As óperas da vida nunca irão terminar.

Com licença,

Tenho que compor outra ópera.

Uma ópera antiga.

Seu canto em preto.

Sua melodia em branco.

 

 

 

Com Luzes

 

Tudo está esclarecido.

A dama dos contrastes pecadores,

Se foi.

Minha inabalável saudade,

Se foi.

E tudo está em luzes.

A ópera está em luzes.

 

 

 

 

O Deslize 

 

Ouço novamente,

Tua voz que me traz ao erro.

Teu canto que me traz ao deslize.

Tua boca que me traz ao pecado.

Tua inquietude que rouba-me a ópera.

Tempo;

Deslize.

 

 

 

O Arrependimento

 

Cada solo teu,

Uma leve brisa no ar.

Mas somente em um olhar,

Um olhar pra o ar.

O arrependimento de ter sido contagiado.

Contagiado pelo ar.

 

 

  

O Plano

 

O ar era teu plano.

Tua arma era teu canto.

Teu saber era meu espanto.

Tu fazes tua missão,

A de recolher a ingenuidade.

E descartar os que a praticam.

 

 

 

 

O Testamento

 

E a ópera?

Nunca existiu.

Mas ainda existe a marca.

A nota.

O que faltava na partitura.

A arte de ceifar tua alma,

Com o ingênuo pensamento errante. 





 Parte 2

[O Debruçar]

  

 

 

 

O corvo

 

Longe de ti,

Encontro o Corvo das profundezas.

Com suas palavras desamparadas.

Mas era sábio seu dever.

Meu compositor indispensável.

Reaguçou o meu desejo. 

Reaguçou minhas lembraças.

 

  

 

A Renascença

 

O corvo me abandona,

Seu dever aqui se completa.

Meu saber aqui se completa.

Minha morte aqui termina.

Minha vida aqui recomeça.

Minha ópera... 

Também recomeçará. 

 

 

 

O Aliviar

 

Agora sábio,

Agora forte,

Agora sangrando,

Agora debruçado sobre o ideal.

Agora...

Simples...

Debruçado.

 

 

 

A decisão

 

A ópera dá-se o luxo,

O luxo de tomar um ímpeto.

O ímpeto do reencontro.

Agora...

Eu...

O ímpeto [arte] da decisão. 

Ideal...

Não. 

Tu és mais forte.

Tu és a garra.

Tu és a traição.

Tu não és meu desejo.

Tu és o meu alvo.

Tu és o meu cárcere.

Tu és o elemento que enxerga o meu lamento.

 

 

O descobrimento

 

Tu...

Novamente me ama.

Novamente a alma é ceifada.

Novamente me usurpa.

Tu...

Descobri.

E a cena é repetida,

E a ópera não se completa...

Nunca se completará. 

 

por: RAMON MULIN


 

 

Obs: Renascença - termo que utilizei-o apenas para não re-re-reutilizar na poesia o termo " ressuscitar". 

 

 

 

 

 

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Camisa de Força  escrito em sexta 07 dezembro 2007 19:18

Blog de ramoncloud :Espermas em meu cérebro..., Camisa de Força

Estou preso,

Pelo crime de usufruir da minha própria razão.

Estou preso,

Pela piada de reverter minha indignação.

Estou preso,

No labirinto em que todas as saídas me levam ao lamento.

 

Estou;

                 Chicoteado pela falsidade.

                 Espancado pela ambição.

                 Esquartejado pela ignorância.

                 Estuprado pelo meu desafeto.

 

Essa camisa de força [sínica];

Me tira do frio da vida.

Sem perceber me leva para o fundo,

Cada vez mais próximo do calor do inferno.

 

Estourado como uma bomba,

Meus contrastes me prejudicam,

Mas o tempo,

           tempo de conhecimento;

Um dia irá rasgar essa camisa.

                       A camisa de força.

 

por: RAMON MULIN 

 

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Anticoncepcional  escrito em terça 04 dezembro 2007 09:50

Blog de ramoncloud :Espermas em meu cérebro..., Anticoncepcional

Eu sou um fraco.

Eu sou um desiludido.

Eu sou um louco.

Eu sou um feio.

Eu sou um manco.

Eu sou um primata.

            Eu não sou...

 

Eu não tenho um nome.

Eu não tenho uma sombra.

Eu não tenho uma mão.

Eu não tenho um feito.

Eu não tenho uma voz.

Eu não tenho um olhar.

            Eu tenho...

 

Eu terminei,

Eu nem comecei.

Eu fui,

Eu nem saí.

Eu sou,

Eu nem existo.

            Eu não sou contraditório...

 

Eu tento ser a luz, mas

Eu sou a minha sombra.

Eu tento ser, mas

Eu já tenho minha física.

            Eu sou o filósofo...

 

Eu falo.

Eu grito.

Eu faço.

Eu dito.

Eu apalpo.

Eu vejo.

Eu sou o som incômodo.

Eu sou o resto.

Eu sou uma farça.

Eu sou o que não deixa a luz fluir.

Eu sou o poeta,

         Poeta dos poemas...

                

                                           ...apenas poemas.

                                                   

por: RAMON MULIN

 

obs: Quanto ao título, não significa um remédio qualquer, mas sim o que impede o sucesso, a luz. 

 

 

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Mutilado  escrito em terça 27 novembro 2007 23:03

Blog de ramoncloud :Espermas em meu cérebro..., Mutilado

Dentro desta sala escura

Encontro a solidão,

Encontro em meus pensamentos:

Você.

Teus olhos fitavam-me maléficamente,

Quando miravam-me, queimavam como o inferno.

Teus lábios negros e indiferentes,

Quando beijavam-me,

Jorravam a saliva divina,

Mas teu sangue era minha guarnição.

Teus abraços calorosos,

Eram a minha ópera preferida.

Mas a satisfação só abria os olhos,

Quando crucificava-me a você.

Pregava os meus pulsos aos teus,

Sangravam.

Pregava os meus pés aos teus,

Sangravam.

Você era a minha cruz.

Você era o meu cárcere.

Você era aminha salvação.

Em teus olhos, via a doença covarde,

Cuja dor resultava em tuas asas,

Asas negras. 

Minha cruz alada.

Me levou para o céu,

Mas meu lugar é o inferno.

Você se vai, e eu te amei.

Eu te amei.

 

Eu pulo,

Pulo do abismo da minha vida.

Sinto minhas tripas entrelaçando meus sentimentos.

Sentimentos ruins.

Tripas missionárias.

Pensamentos noturnos.

Reflexões obscuras.

Você ainda é minha cruz.

Você ainda é meu cárcere.

Mas já não minha salvação.

A cruz alada das asas negras,

Não existe mais.

Meu vôo agora?

Só em minhas lembranças.

Minhas lembranças macabras,

Com intuitos malígnos.

Agora minha paz interior

Já não combina com minhas lágrimas,

Lágrimas agora congeladas. 

 

Sinto falta de teus olhos infernais,

Sinto falta da saliva divina,

Sinto falta da guarnição maldita.

Maldita madrugada. 

Agora é o pesadelo,

Pesadelo eterno.

Mas eu te amei,

Mutilação eterna...

Dentro desta sala escura

Encontro a solidão,

Encontro você. 

 

Por: RAMON MULIN

 

obs: Este poema retrata minha saudade/solidão (palavras diferentes expressando o mesmo sentido [ no contexto da observação ]) incontrolável pela pessoa que mais admiro e amo nesse mundo. Momentos curtos, mas com uma imenso e vago tempo perdido ( que fazem muita, muita falta ), contando pelo conteúdo!

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